Já passam de 250 os mortos pelo terramoto na Colômbia. As equipas de resgate, ao lado de voluntários, concentram os esforços na busca pelos mais de 3.000 desaparecidos.
O som da comemoração é o mais aguardado pelos moradores. Mas para que isso se repita, é necessário exactamente o oposto: silêncio total. Só assim as equipas de resgate conseguem ouvir os apelos dos sobreviventes.
Mais de 150 edifícios desabaram em todo o país, um terço dos quais situava-se na cidade de Cali.
O trabalho de resgate está dividido entre voluntários, máquinas pesadas e cães farejadores. Um dos socorristas conta que ainda há uma janela de 24 horas em que a possibilidade de encontrar pessoas com vida é alta. O governo fez um alerta para o risco de novos desabamentos que podem ser causados por réplicas.
Mais de 50 réplicas foram registadas desde o abalo de 7,4 de magnitude, mas isso não impede as buscas. Tal como Jorge, os moradores prometem só deixar os escombros com notícias sobre os familiares: “Não vou a lado nenhum”.
A esperança renova-se com histórias como a de uma mãe e de um bebé de apenas seis meses. Os dois escaparam do pior apenas com alguns arranhões e ganharam uma nova data para comemorar.
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