O presidente da FIFA, Gianni Infantino, declarou no último domingo, que cabe ao organismo máximo do futebol mundial reduzir a disparidade financeira entre as federações mais abastadas e as de menores recursos, alegando que alguns países prósperos tentam travar o crescimento dos restantes.
As declarações foram proferidas na República Dominicana, durante um encontro com a União de Futebol das Caraíbas (CFU), numa altura em que Infantino enfrenta forte pressão após o fracasso da proposta de venda de uma participação minoritária numa entidade comercial da FIFA, projecto que previa injectar até 40 milhões de dólares em cada federação membro.
O dirigente sustentou que continuará a procurar formas de investimento e acesso a recursos para democratizar o futebol global nos próximos anos. No entanto, o cenário político adensa-se: confederantes de peso como a UEFA, a AFC (Ásia) e a CONCACAF (América do Norte, Central e Caraíbas) ponderam avançar com uma moção de censura ao líder da FIFA antes do acto eleitoral do próximo ano. A tensão ficou patente na própria deslocação, com o presidente da CONCACAF, Victor Montagliani, a solicitar previamente que Infantino não comparecesse ao evento desportivo para não ensombrar a competição.
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