Internacional

Preços do petróleo caem para o valor mais baixo desde o início de Março 

Os preços do petróleo registaram uma quebra superior a 1% nesta quarta-feira (24 de Junho), prolongando as perdas acumuladas ao longo da semana e fixando-se em valores mínimos dos últimos quatro meses. A tendência de queda é justificada pelos primeiros sinais de descongestionamento no Estreito de Ormuz, com a previsão de circulação de vários petroleiros que se encontravam retidos naquela importante rota marítima. 

Os contratos futuros do crude Brent recuaram 96 cêntimos, o equivalente a 1,3%, fixando-se nos 76,12 dólares por barril. Numa trajectória idêntica, o crude West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos da América sofreu uma desvalorização de 92 cêntimos, também uma quebra de 1,3%, passando a cotar nos 72,29 dólares por barril. Ambos os indicadores de referência já tinham encerrado a sessão de terça-feira com perdas na ordem de 1%, atingindo o patamar financeiro mais baixo desde os primeiros dias de Março. 

A pressão sobre as cotações internacionais da matéria-prima foi igualmente alimentada por desenvolvimentos geopolíticos recentes. Entre os factores de influência destaca-se a decisão de Washington em conceder a Teerão uma isenção de sanções com a duração de 60 dias, após as conversações iniciais de paz, autorizando temporariamente a venda de crude por parte do Irão. A este cenário soma-se o desagravamento das hostilidades militares no Líbano. 

No plano diplomático, Omã e Irão alcançaram um entendimento para prosseguir com as discussões técnicas relativas à gestão da navegação comercial no estreito. Em reacção, o Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, advertiu publicamente que qualquer tentativa das autoridades iranianas em aplicar taxas de trânsito violaria o direito internacional. 

Apesar da tendência de estabilização do mercado, subsistem dúvidas quanto à durabilidade dos compromissos assumidos. O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, afirmou que o Irão aceitou submeter-se a inspecções nucleares permanentes, uma declaração que foi desmentida de imediato por Teerão, que nega ter feito tal concessão no processo negocial. 


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