O presidente da Colômbia, Abelardo De La Espriella, decretou estado de emergência nacional após um forte terramoto atingir o oeste do país esta segunda-feira, provocando pelo menos 132 mortos e mais de 570 feridos, segundo dados da Associação de Cidades Capitais (Asocapitales). O abalo provocou o desabamento de edifícios em várias cidades, danificou hospitais e infraestruturas, deixando dezenas de pessoas soterradas sob os escombros naquela que as autoridades consideram a maior catástrofe sísmica do século no país.
O sismo ocorreu poucos dias após a tomada de posse de Abelardo De La Espriella, colocando o novo executivo diante da sua primeira grande crise nacional, num momento em que a região ainda recupera dos terramotos que afectaram a vizinha Venezuela em junho. Em pronunciamento à nação, o Chefe de Estado garantiu a mobilização de todos os meios para proteger vidas e prestar assistência, sublinhando que a prioridade absoluta das equipas de socorro reside no resgate das vítimas presas nos edifícios colapsados.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o sismo registou uma magnitude de 7,4 a uma profundidade de 107 quilómetros. O Serviço Geológico da Colômbia confirmou tratar-se do abalo mais intenso registado no território nacional durante o século XXI, tendo contabilizado pelo menos 21 réplicas e alertado para a probabilidade de novos tremores nas horas seguintes.
A província de Chocó, próxima do epicentro, enfrenta graves cortes nas redes de comunicação. A governadora Nubia Carolina Córdoba confirmou o registo de 12 mortos e 84 feridos na região. Por sua vez, o departamento de Risaralda, no coração da zona cafeeira, concentra o maior número de vítimas. Na capital provincial, Pereira, a destruição de edifícios mobiliza equipas de resgate, forças policiais e voluntários na remoção de escombros em busca de sobreviventes.
A amplitude dos estragos estende-se a várias localidades. Em Manizales, uma das torres da catedral neogótica desabou sobre as artérias circundantes, enquanto em Cali equipas de bombeiros e populares organizados em correntes humanas trabalham na remoção manual de destroços para resgatar moradores retidos em estruturas residenciais. Perante o impacto nas infraestruturas, a autoridade de aviação civil colombiana determinou a suspensão preventiva das operações nos aeroportos de Pereira, Manizales, Quibdó, Arménia, Cartago e Buenaventura para a realização de inspeções técnicas.
R7.com
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