O director de operações da FIFA, Kevin Lamour, deixou o cargo na entidade máxima do futebol mundial após ter manifestado oposição pública ao plano do presidente Gianni Infantino de alienar participações em competições, como o Campeonato do Mundo, a investidores privados. A confirmação do desligamento foi feita pela própria instituição.
Em funções desde novembro de 2024, o ex-quadro da UEFA posicionou-se contra a iniciativa ao classificá-la como um “projecto de uma só pessoa” e defender que as lideranças do futebol deviam questionar o rumo da proposta. As declarações foram prestadas à imprensa no final do mês de julho, ocasião em que Lamour admitiu abertamente o risco de perda do cargo em prol das suas convicções.
A posição do antigo dirigente encontrou eco em organismos regionais do futebol mundial. A UEFA, a CONCACAF e a Confederação Asiática de Futebol subscreveram uma carta conjunta a reforçar que o desporto não pertence a nenhum indivíduo, num episódio que representa uma das fases de maior contestação à liderança de Gianni Infantino desde a sua eleição em 2016.
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