A cerimónia fúnebre de uma jovem no cemitério de Michafuene, distrito de Marracuene, foi marcada por forte confusão e tensão esta quinta-feira, depois de a família da vítima ter interrompido o funeral por suspeitar que ela tenha sido assassinada. Os parentes contestam a versão dada pelo namorado e pelos familiares dele, segundo a qual a jovem teria tido morte natural.
Segundo contam, a jovem tinha saído de casa para viver com o companheiro no bairro de Boquisso sem o conhecimento dos parentes, à excepção da avó, com quem residia. A indignação da família surgiu quando foi reconhecer o corpo e notou sinais claros de violência — hematomas, sangramento pelas narinas, cabeça inchada e lacerações — incompatíveis com uma morte por doença. O quadro foi agravado por declarações incoerentes da chefe do quarteirão ao anunciar o óbito.
A polícia foi chamada e realizou as primeiras averiguações no corpo da vítima; a família aguarda agora o parecer das autoridades médico-legais para apurar as reais causas da morte e avançar com eventuais procedimentos criminais.
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