Os moradores do bairro das Mahotas, na cidade de Maputo, que viram as suas residências demolidas numa acção que contou com a intervenção da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), estão a improvisar casotas precárias na via pública, após o terreno onde habitavam ter começado a ser vedado por um muro.
Com recursos e materiais recuperados dos escombros, as famílias montaram abrigos temporários nas imediações do antigo local onde residiam. As vítimas denunciam a ausência de assistência ou esclarecimentos por parte das autoridades locais sobre os motivos da acção ou sobre a atribuição de locais alternativos para viverem.
Em declarações à Miramar, os lesados afirmaram que a situação afectou severamente o percurso escolar das crianças, que ficaram privadas de frequentar as aulas. Ainda segundo as famílias, o material escolar foi destruído durante a acção da UIR, cenário que se agrava pela falta de condições financeiras devido a situação que agora se encontram.
A Miramar contactou a Administração do Distrito Municipal KaMavota para obter um posicionamento oficial sobre o processo de demolição e o apoio às famílias afectadas, mas sem sucesso até ao momento.

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