Os munícipes dos bairros Ricatla e Mumemo 1, que ficaram desalojados devido às inundações de Janeiro deste ano, amotinaram-se defronte do edifício do Conselho Municipal para exigir a atribuição de terrenos seguros para a reconstrução das suas vidas. As cerca de 62 famílias afectadas encontram-se temporariamente num espaço cedido por um privado, que agora precisa do imóvel de volta.
O grupo de munícipes manifestou compreensão quanto à limitação de terras por parte da edilidade, mas reforçou ser urgente a busca de uma solução definitiva para evitar que fiquem totalmente sem abrigo. Apesar do protesto, os moradores mostraram-se satisfeitos com a receptividade e a pronta intervenção das autoridades municipais de Marracuene, durante o diálogo mantido no local.
Por seu turno, a edilidade explicou que está a realizar o levantamento detalhado das famílias envolvidas, uma vez que se trata de um novo grupo, depois que o processo de reassentamento fechou. O município assegurou que decorrem conversações com governos de outras jurisdições no sentido de identificar e disponibilizar novos espaços para o reassentamento definitivo da população.

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