A família do jovem agente de segurança encontrado enterrado na obra de construção da ponte pedonal na Estrada Nacional Número 4 (EN4) exige o esclarecimento do caso e a responsabilização dos envolvidos no crime. O cadáver foi localizado após denúncias de moradores locais sobre um forte mau cheiro no local da empreitada.
Em declarações à Miramar, os familiares relataram que realizaram buscas exaustivas durante duas semanas por morgues, esquadras e outros locais possíveis, sem conseguir qualquer informação. A localização do corpo ocorreu quando o pai da vítima se deslocou à obra, mas só conseguiu ver um braço visível onde fora ocultado. A confirmação da identidade deu-se após a intervenção dos agentes do Serviço de Investigação Criminal (SERNIC), que procederam à remoção do cadáver e seguiu para a morgue do Hospital Provincial da Matola.
A família contesta as circunstâncias do sucedido, questionando como foi possível a vítima realizar rondas sozinha numa obra de grande dimensão. Os parentes criticam ainda a empresa de segurança privada que era patrão da vítima, por não ter notificado e supostamente detectado em tempo útil o desaparecimento do colaborador que se encontrava em serviço naquele posto, ao ponto de dizer para a família que ele não ia trabalhar há vários dias.
A Miramar tentou obter uma reacção junto da empresa de segurança privada, mas membros do sindicato no local indicaram que se devia aguardar por um representante designado para falar sobre o caso. Até ao fecho da reportagem, não foi possível obter qualquer esclarecimento.
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